Sustentar o Olhar sobre o Mapa Interno

Perceber os próprios padrões é como encontrar a planta baixa da nossa geografia interna, não para celebrar a descoberta, mas para reconhecer a insistência dos mesmos caminhos. De repente, o que parecia um evento isolado revela-se um mecanismo, uma arquitetura silenciosa que sustenta nossos automatismos. É um reconhecimento que não acontece com alarde, mas na quietude da observação, quando notamos o eco dos mesmos passos nos levando aos lugares de sempre.

A força, neste ponto, não reside em traçar uma nova rota imediatamente, mas em não dobrar o mapa e guardá-lo de volta na gaveta. O impulso de voltar à ignorância é sutil; ele promete o alívio de não ter que lidar com o que foi visto. Permanecer é sustentar o olhar sobre essa verdade interna, mesmo que ela apenas confirme o labirinto. É a coragem de continuar ciente, de não apagar a luz apenas porque a sala se mostrou mais desarrumada do que imaginávamos.

Extraído de

Volume I — Consciência

Capítulo 15 — Permanecer É Força

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