O Cenário que se Repete por Dentro

Há um momento em que os padrões internos deixam de ser um mistério e se tornam apenas um cenário familiar. Não há surpresa, apenas o reconhecimento de um eco, a percepção de que o mesmo caminho está sendo trilhado novamente. É uma clareza que chega sem alarde, como uma luz que gradualmente ilumina um cômodo, revelando os móveis no mesmo lugar de sempre. Nesse estágio, a consciência não acusa; ela apenas testemunha a repetição com uma espécie de quietude. O perigo reside em nos acostumarmos com essa paisagem. A familiaridade do padrão pode se tornar um estranho conforto, um lugar conhecido que, embora traga o mesmo desfecho, ao menos não traz o desconforto do novo. É aqui que a observação silenciosa pode se transformar em cumplicidade passiva. A mente, em vez de se mover com o que viu, aprende a descrever a cena com perfeição, usando o entendimento como um substituto para o movimento. Ver o padrão, então, não leva à mudança, mas a uma aceitação resignada do roteiro.

Extraído de

Volume I — Consciência

Capítulo 13 — Escolha É Movimento

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