Proteções Que Aprisionam
"Nem toda barreira construída pela dor continua protegendo a vida"
Depois de ser ferida, a pessoa pode multiplicar fechaduras: evita conversas, desconfia de gestos e recusa vulnerabilidade. Por fora parece segura; por dentro, vive isolada e sempre organizada em torno da possibilidade de sofrer novamente.
A consciência pergunta se a proteção conduz à paz ou apenas mantém o medo intacto. Abrir não significa retirar todos os cuidados, mas substituir o bloqueio absoluto por critérios, limites e aproximações que possam ser avaliadas com tempo.