O silêncio que dispensa as máscaras
Esse instante, marco de uma etapa avançada na jornada da evolução interior, não chega com anúncio. É uma pausa onde o personagem que mantemos ativo falha em entrar em cena. Nesse vácuo, não há pânico, apenas um silêncio estranhamente familiar: o som do eu autêntico que o processo evolutivo vinha, silenciosamente, desenterrando. Ali, a distância entre o que sentimos e o que demonstramos desmorona, não por um ato de coragem, mas por um simples esgotamento da farsa.
Aqui, o mapa da evolução interior se torna visível. Compreendemos que a paz não reside em ser universalmente aceito, mas em deixar de se trair para caber em espaços que nos diminuem. A tranquilidade emerge não da ausência de conflitos externos, mas da diminuição do conflito interno, o verdadeiro objetivo deste percurso. É o alívio que acompanha a permissão de simplesmente ser, com toda a complexidade que isso implica, sem a necessidade contínua de um roteiro.
Extraído de
Volume III — Evolução Interior
Capítulo 18 — A Paz de Estar em Paz Consigo Mesmo