O Silêncio Entre Saber e Ser

A clareza de um princípio como o de alimentar o que se deseja ver crescer pode, paradoxalmente, criar uma distância. Há o território do intelecto, onde a ideia é compreendida e aceita, e há o chão da vida, onde os velhos hábitos da mente continuam a regar jardins que já não nos servem. O entendimento é apenas o mapa; a jornada, no entanto, é feita de passos, não de observações sobre o caminho.

Viver o que se sabe exige mais do que concordância. Exige uma presença silenciosa no exato momento em que a atenção se desvia, por força do costume, para o medo, para a queixa ou para o ressentimento. Não se trata de uma batalha, mas de um redirecionamento sereno, uma escolha miúda e repetida. A evolução interior, eixo desta jornada, não reside no acúmulo de conceitos, mas precisamente nessa aplicação constante e discreta daquilo que já se compreendeu.

Extraído de

Volume III — Evolução Interior

Capítulo 8 — O Que Você Alimenta Cresce