O Fim da Queixa, o Início da Resposta
O esgotamento costuma ter um endereço externo. Apontamos para uma dinâmica, uma pessoa, uma obrigação. A narrativa da exaustão se constrói sobre o que nos é feito, o que nos é pedido, o que nos é tirado. E, nesse lugar, somos apenas receptores de um mundo que nos acontece. É uma posição que justifica a queixa, mas que paralisa a ação, pois o poder parece estar sempre nas mãos do outro.
A verdadeira maturidade desponta no instante em que a pergunta muda de 'quem está causando isso?' para 'qual a minha parte em permitir que isso continue?'. Essa transição não é sobre encontrar um novo culpado em si mesmo, mas sobre localizar o próprio poder. É o reconhecimento de que, se há uma porta por onde o desgaste entra, temos alguma agência sobre a fechadura. Responder, em vez de apenas culpar, é o primeiro ato de autoria sobre a própria vida, o início da liberdade.
Extraído de
Volume II — Responsabilidade e Escolha
Capítulo 9 — Autoproteção Emocional