A Tinta Não Corrige a Infiltração
Há um esforço honesto em cobrir a imperfeição da parede com uma nova camada de tinta. Por um tempo, a superfície parece renovada, íntegra. Mas a umidade que nasce por dentro, na estrutura oculta da casa, não se intimida com a aparência. Ela continua seu trabalho silencioso e, cedo ou tarde, a mancha ressurge, borrando a pintura. Assim também são as tentativas de mudança que se limitam ao exterior, ao comportamento. Elas pintam a fachada, mas ignoram a infiltração da alma. A evolução interior, ao contrário, não teme o desconforto de olhar para o que está por trás da parede. Ela compreende que, para a mancha desaparecer de fato, é preciso encontrar a origem da fratura, o ponto exato onde algo se rompeu e precisa ser reparado. Um trabalho que não busca a beleza imediata, mas a solidez que permanece.
Extraído de
Volume III — Evolução Interior
Capítulo 17 — A Mudança Que Permanece Começa por Dentro