A resposta que encerra a queixa
A necessidade de encontrar um culpado é, muitas vezes, o eco de uma decisão que ainda não assumimos por completo. Apontamos para fora — para o outro, para o passado, para a vida — como uma tentativa de adiar o desconforto de sermos os únicos responsáveis por nosso caminho. A queixa é o território onde a palavra dada a si mesmo ainda não tem força para se sustentar.
O ponto de virada é silencioso e sem drama. É quando, em vez de procurar um porquê externo, simplesmente respondemos à situação com o ato. Em vez de justificar um limite, apenas o honramos. Nesse momento, a energia antes gasta na acusação se converte na firmeza de bancar a própria escolha, com todas as suas consequências. Não se trata de ter razão. Trata-se de assumir o próprio lugar, o instante adulto em que paramos de narrar a decisão e começamos a ser a sua expressão.
Extraído de
Volume II — Responsabilidade e Escolha
Capítulo 16 — Sustentar a Própria Palavra