A Paz Começa Quando a Guerra Interior Diminui
"Serenidade não depende de gostar da realidade, mas de parar de combatê-la por dentro"
Enquanto a mente repete que o fato não poderia existir, cada contato com a realidade reinicia o conflito. A pessoa vive entre aquilo que é e aquilo que exige que fosse. Não sobra espaço para descanso, porque a própria experiência precisa ser continuamente rejeitada.
Quando a luta diminui, aparece uma paz discreta. Talvez ainda haja dor, perguntas e consequências, mas já não existe a mesma obrigação de vencer o inevitável. Essa serenidade não é euforia. É o alívio de reconhecer o chão real e descobrir que, mesmo nele, ainda existem maneiras de cuidar da vida.