A Liberdade Mora Depois da Resposta
Acreditamos que a liberdade é ausência de peso, um caminhar sem amarras. Por isso, a palavra 'responsabilidade' soa como uma corrente, um limite. Mas a verdadeira prisão não está em assumir o próprio passo; está na espera de que o caminho seja aplainado por outro, na dependência de que as circunstâncias mudam sozinhas. Viver à mercê do que vem de fora, aguardando que o mundo ou as pessoas validem nosso movimento, é o cativeiro mais sutil.
A liberdade que o amadurecimento busca não é a de fazer tudo, mas a de responder por si. É o momento em que a pergunta deixa de ser 'por que isso aconteceu comigo?' e se torna 'o que farei a partir daqui?'. Nesse instante, a corrente se revela como a ferramenta possível para construir um novo chão. A autoria não isenta da dor ou da dificuldade, mas liberta da impotência. A resposta, mesmo que silenciosa e pequena, é o primeiro sopro de ar verdadeiramente livre.
Extraído de
Volume II — Responsabilidade e Escolha
Capítulo 1 — Consciência Exige Ação