A arquitetura invisível que se repete
O que não vemos é a arquitetura invisível que carregamos conosco: a planta baixa de nossos medos, as fundações de nossas crenças limitantes, a estrutura de nossas reações habituais. É essa construção interna que projeta a realidade que vivemos, independentemente das coordenadas geográficas. Podemos mudar de endereço, mas, sem uma reforma interior, continuaremos a habitar o mesmo padrão.
O momento de consciência surge quando paramos de culpar a casa e começamos a olhar para o arquiteto. Reconhecer essa planta baixa recorrente não é um sinal de fracasso, mas o primeiro ato de poder. É o ponto em que deixamos de ser meros inquilinos de nossas circunstâncias e nos tornamos engenheiros da nossa própria liberdade, prontos para redesenhar o espaço a partir de dentro.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 1 — O Começo É Interno